sábado, 10 de outubro de 2009

Assim...




Não existe razão quando não existe verdade.Nem mesmo o mais profundo abismo pode ser superado quando o que temos é apenas um apreço exagerado por nós mesmos.Ninguém precisa nos conhecer...basta apenas que saibamos quem somos, sem demagogia.No momento em que nos olhamos e estamos sós sabemos da nossa proporção de mentiras e verdades...mas isso interessa somente a nossa consciência.Quem sou eu para julgar...quem é você para querer um julgamento.Fatos pequenos demonstram o carácter e assim em segundos divididos encontramos uma pessoa que não existia até esses mesmos segundos atrás...odiar é para os fracos, tentar entender para os inteligentes.Assim a vida se renova...mas para aqueles que não conseguem mudanças a renovação é impossível e os dias são exatamente iguais, mas eles nunca irão ficar por muito tempo...muito tempo é coisa demais...

sábado, 20 de junho de 2009

No limite....


O corpo responde por estar sendo automaticamente direcionado, parece servir exatamente para o propósito definido...nem mais...nem menos...mas as dores da alma ainda incomodam.Quero o que veio de mim... perto de mim. Quero poder não sentir saudades...quero poder ver os erros e acertos...é assim, assim mesmo que quero.

segunda-feira, 1 de junho de 2009



Ela então mergulhou...sem nenhum tipo de medo ou pudor.Mas sempre que uma vida dessas, qualquer, cruzava por acaso seus caminhos não haviam resultados que pudessem preencher o vazio.E voltava como sempre a solidão imposta por suas determinações e seguia sem nem mesmo ter o desejo de tentar compreender.

sábado, 30 de maio de 2009


Pensamentos vão e vem e nem mesmo sabem onde querem chegar,talvez esse seja o limite entre a sanidade e a loucura!!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Conto de Fadas para Mulheres Modernas

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a
princesa sorria e pensava: 'Nem fo-den-do!'
(Luís Fernando Veríssimo)

domingo, 17 de maio de 2009

Designios...


Não adianta questionar, tentar entender, buscar fundamento.Muitas das madrugadas em que meus olhos ardiam e pediam um minuto mais de sonho, me levantei contra a vontade deles e do meu corpo e me fazia andarilha na pequena trilha de um destino certo.Questionei sim algumas vezes sobre o sigificado desse tempo...mesmo não querendo exatamente respostas.Não costumo indagar os designios,aceito os desafios do universo e cumpro meu papel.Acredito que a resposta chegou, de forma perfeita e absoluta.Como alguem já disse: "Ser livre é possuir a si mesmo!"

sábado, 16 de maio de 2009

Instante...


Definir-me é apenas juntar, fazer uma bela reunião de grandes atos, de bobos fatos, de fúteis pactos. Defino-me a cada instante, quando olho além de mim e percebo que o que escolhi para ser minha verdade é nada mais, nada menos que milhões de vitórias, porque escolhi como religião: o bem. Preferi ao caminhar: amadurecer. Selecionei entre virtudes: o caráter. E insisti em ter amigos que façam a soma. Entre tantas pedras que tenho encontrado, uma certeza me basta: a ação é muito maior que a oratória. Sou de ação, mas me perco na emoção e facilmente esqueço a razão. Mas antes, ainda, sou de viver. A morte deixo aos que não têm força, e persevero na vida, somando aos meus atos, gigantescos fatos.

[Clarice Lispector]